imagino como seria te amar:
desisto da idéia numa verbal volúpia
e recomeço a escrever
poemas
22 de outubro de 2009
7 de outubro de 2009
Novo. Sem título.
Fetiches vorazes
Afogam os pensamentos
Remetendo os sonhos
Ao divã
As horas confundem-se
Com os desejos,
Traduzindo as formas
Em abstratos inertes
Na consciência
Prismas formam-se
E escorrem como suor
Pelos corpos grudados
Em puro êxtase
Atigindo um climax
Que retrocede,
Ao instante da perplexidade
De quando cruzei seu olhar.
Natália M. Klinke
Afogam os pensamentos
Remetendo os sonhos
Ao divã
As horas confundem-se
Com os desejos,
Traduzindo as formas
Em abstratos inertes
Na consciência
Prismas formam-se
E escorrem como suor
Pelos corpos grudados
Em puro êxtase
Atigindo um climax
Que retrocede,
Ao instante da perplexidade
De quando cruzei seu olhar.
Natália M. Klinke
Meus escritos
Escrevo para enxugar o stress do dia a dia oco e contraposto de ruínas perdidas, planaltos secos e mistérios indecifráveis.
6 de outubro de 2009
1 de outubro de 2009
LXVII
"Vida da minha alma:
Um dia nossas sombras
Serão lagos, águas
Beirando antiqüíssimos telhados.
De argila e luz
Fosforescentes, magos,
Um tempo no depois
Seremos um só corpo adolescente.
Eu estarei em ti
Transfixiada. Em mim
Teu corpo. Duas almas
Nômades, perenes
Texturadas de mútua sedução."
Hilda Hilst (Cantares de Perda e Predileção, 1983.)
22 de setembro de 2009
Disfarçando frustração com arte...
Sou rosada e exata. Não tenho preconceitos.
Tudo o que vejo engulo imediatamente
Do jeito que for, desembaçado de amor ou aversão.
Não sou cruel, apenas verdadeira.
O olho de um pequeno deus, de quatro cantos.
Na maior parte do tempo medito sobre a parede em frente.
Ela é lilás, pontilhada. Já olhei para ela tanto tempo,
Eu acho que ela é parte do meu coração. Mas ela oscila.
Rostos e escuridão nos separam toda hora.
Agora sou um lago. Uma mulher se dobra sobre mim,
Buscando na minha superfície o que ela realmente é.
Então ela se vira para aquelas mentirosas, as velas ou a lua.
Vejo suas costas, e as reflito fielmente.
Ela me recompensa com lágrimas e um agitar das mãos- Ah! As mãos.
Sou importante para ela. Ela vem e vai.
A cada manhã é o seu rosto que substitui a escuridão.
Em mim ela afogou uma menina, e em mim uma velha
Se ergue em direção a ela dia após dia, como um peixe terrível.
Tudo o que vejo engulo imediatamente
Do jeito que for, desembaçado de amor ou aversão.
Não sou cruel, apenas verdadeira.
O olho de um pequeno deus, de quatro cantos.
Na maior parte do tempo medito sobre a parede em frente.
Ela é lilás, pontilhada. Já olhei para ela tanto tempo,
Eu acho que ela é parte do meu coração. Mas ela oscila.
Rostos e escuridão nos separam toda hora.
Agora sou um lago. Uma mulher se dobra sobre mim,
Buscando na minha superfície o que ela realmente é.
Então ela se vira para aquelas mentirosas, as velas ou a lua.
Vejo suas costas, e as reflito fielmente.
Ela me recompensa com lágrimas e um agitar das mãos- Ah! As mãos.
Sou importante para ela. Ela vem e vai.
A cada manhã é o seu rosto que substitui a escuridão.
Em mim ela afogou uma menina, e em mim uma velha
Se ergue em direção a ela dia após dia, como um peixe terrível.
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